Um blog com o objetivo de ser simplesmente uma compilação das minhas idéias e gostos. Uma ou outra coisa interessante por mês talvez.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Dando bronca em quem merece
Ela bateu no portão dizendo: Portão feio, machucou o bebê!
Particularmente, não gostei dessa atitude. Sei que é relativamente normal as pessoas fazerem algo do tipo quando sua criança cai ou algo do tipo, mas sou realmente contra esse tipo de atitude.
Por que??? Bem, quem saiu correndo foi o Aislan, o bebê... o portão estava inocentemente parado, sem fazer mal algum e ele vai lá e dá uma cabeçada nele? E o pobre portão ainda leva a culpa?
Realmente eu acho muita sacanagem com o portão. ou o chão, ou a mesa ou qualquer outra coisa que leve a culpa. A falta de coordenação ou atenção foi de quem caiu. Não de quem estava parado.
Chamar o objeto inanimado de algo, jogar a culpa nele, tira a culpa e o motivo de quem fez besteira, a criança. O que ele aprende?
Que os outros estão errados e ele certo.
Isso é correto?
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Você tem aquilo que merece?
Apesar de ela não se dirigir a mim, eu fiquei pensando sobre o assunto.
Nós não temos o que merecemos.
NUNCA TEMOS.
Bem, quase nunca.
Mas com certeza você pode ser uma das pessoas mais responsáveis e corretas da empresa na qual trabalha. E aposto que ao menos uma vez, uma pessoa que você julga menos qualificada foi promovida antes de você.
Sem sombra de dúvida, você era uma pessoa mais qualificada, mas outra, hun... te passou a perna.
O que ele fez de diferente? Bem, isso só seu chefe pode dizer.
Mas uma única coisa eu te garanto: você fez uma escolha, e errou.
Sim, foi provavelmente um erro seu. Você não viu algo que a outra pessoa viu. Talvés parra seu chefe, o elogio falso era mais atraente que competência. E o outro o cobriu de elogios. E tinha uma competência razoável.
O SEU erro foi não percerber esse detalhe. Um pequeno elogio, simples, e muita competência que você tem, o tornariam uma escolha melhor.
Mas você não viu o que o seu chefe queria ver.
Então, diretamente ou não, foi sua escolha.
Não temos o que merecemos. Temos o que escolhemos.
Nem sempre fazemos as escolhas que caem bem.
Mesmo quando temos certeza que é a melhor coisa a ser feita.
Aé, um pequeno porém. Algumas vezes temos o que merecemos. Acredito que seja por ordem de Deus, mas eu acredito sinceramente que Ele tem coisas mais importante a fazer além de ouvir nossas lamentações e pedidos. Mas com certeza, um muito obrigado é sempre um sinal de boa educação. Mesmo que Ele já saiba o quanto somos agradecidos.
domingo, 31 de outubro de 2010
Engenharia e Línguas
Praticamente todos nós sabemos uma expressão ou outra. E não dominamos a língua coisíssima nenhuma.
EU vive no Japão por 5 anos, tenho um conhecimento da língua que me permite viver com relativa tranquilidade.
Não domino o japonês, mas me viro.
Atualmente, faço eletrotécnica e me viro muito bem com tudo o que passaram até agora.
Então estive pensando: Em japonês, eu me viro e você pode passar toda sua vida lá sem conhecer mais que algumas expressões básicas.
E eu estive pensando que muitos passam a vida assim, usando somente algumas expressões básicas.
Não sigo uma religião, mas eu realmente decidi que me tornarei um sacerdote.
Ensinarei a língua de Deus para as pessoas.
Me tornarei professor de exatas. ^_^X
Realmente podemos passar a vida somente com algumas expressões simples.
Mas e se você quiser criar uma história? Publicar um livro? Certamente precisará dominar o idioma do leitor.
A mesma coisa se aplica quando você deseja ousar ser parecido com Deus e usar sua linguagem, para criar outras coisas.
Antigamente era impossível voar. Imitamos Deus ao criar um "pássaro gigante".
Para isso, precisamos de muito tempo para entender a língua de Deus e conseguir imitar (minimamente) o Seu trabalho.
Muitos acham que matemática é desnecessária. Outras acham que ela muito importante. No fundo, tudo se define em 2 perguntas:
O quanto você precisa falar dessa língua?
E o quanto você quer criar, desenvolver coisas?
Quanto mais próximo de Deus você quiser chegar, mais você precisa conhecer Sua língua

No princípio criou Deus os céus e a terra.
E disse Deus: Haja luz; e houve luz.E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.
E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi.
E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom.
E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.
E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.
Deus poderia ter dito sem nenhuma perda de conteúdo: e,i, π, 1 e 0 e fez se o universo.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Valores
E por uma corrente ou sei lá o que na internet, "viram" que a tinta de impressora é o líquido mais caro do mundo. Mais caro que diamante.
Bem, peguemos um cartucho que tenha um custo benefício razoável da HP, o cartucho nº 56, original vem com 19 ml de tinta e na kalunga sai por algo em torno de R$55.
Com uma conta básica, 19ml/$55x1000, temos algo em torno de R$350 por litro.
Como eu disse, esse é um dos cartuchos com melhor custo benefício.
Pegando outros modelos temos algo em torno de R$115 por litro. Nada barato é verdade.
Mas vendo somente preço, não vemos o real VALOR do produto. O QUANTO eles não gastaram desnvolvendo o cartucho? A parte elétrica do cartucho é importantíssima, uma vez que é ele que faz a mensagem para a correta impressão do seu documento.
A quantidade de tinta suportada, a textura da esponja (sim, tem uma espécie de esponja dentro) ou da bolsa de tinta, tudo isso deve ser pesquisado e devidamente projetado.
Por esse motivo os cartuchos são caros. A tinta em si, é uma pequena parcela do cartucho, arrisco dizer algo em torno de 5%. O restante é a tecnologia.
Casas de recarga te cobram pela tinta, por isso são beeem mais baratos que comprar original.
Mas eles podem trazer problemas. E existem também os compatíveis. São mais baratos que os originais também. E a qualidade não é muito diferente.
Eles conseguem isso, por que copiaram a tecnologia desenvolvida. Engenharia reversa, já ouviu falar? Nós fazemos muito isso. Os chineses muito mais. E beeem mais descaradamente também.
E você? Já criou alguma coisa? Quando é você que cria algo, não gastou muitas horas, ou pesquisando ou debatendo com outras pessoas? Se você for da área de engenharia, ficou debruçado muitas horas para fazer um desenho. UM.
Isso fora todo o conhecimento e cálculos que precisa empregar. E vem alguém e acha que você está muito caro. É isso que você faz com essas pessoas.
Não que eu ache que o cartucho um produto barato, mas por trás da qualidade de um produto, tem uma pessoa que gastou muito do seu tempo se preparando para fazê-lo.
Um projeto demora. Um bom projeto deve precisa de muito investimento para ser feito, não apenas de dinheiro, mas de tempo e pessoas. Você pediria menos do que acha que vale?
sábado, 14 de agosto de 2010
Não se importar com as consequências
O seu comentário foi mais ou menos assim: "Ele pula em cima das coisas e parece não se importar com os machucados." e eu disse orgulhoso " puxou o pai ^_^x" (lendo o post anterior você entende o porquê) mas ele fechou a cara.
Aos meus olhos, meu filho segue seus obketivos e paga o preço necessário para chegar lá.
Pelo que eu notei, aos olhos de meu pai, ele simplesmente está se machucando desnecessariamente.
Eu não creio que seja desnecessário. Imagine um ginasta praticando. Um movimento novo, ou mesmo criando um.
É praticamente impossível que ele não caia ou se machuque ao longo da sua carreira. Quando ousamos fazer mais do que já fazemos isso acontece. Saímos da nossa zona de conforto para nos aventurar em outras coisas, ousamos ir além do que já fomos.
Então podemos morrer. E dirão: como ele foi burro por fazer algo tão idiota?
E eu direi: como ele foi corajoso por ousar tão grande.
Basicamente a diferença entre a coragem e a estupidez, é o resultado obtido.
Se for bem sucedido, foi corajoso, se falhou, foi no mínimo inconsequente.
Considero meu filho corajoso por ir além do que pode, mas também me ressinto de seus ferimentos.
Mas nunca culparei ele por ousar ser mais do que ele é.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Incompreensão
É um livro de bolso, pequeno e simples. Acredito que li ele a muito tempo atrás. Algo em torno de 8 anos.
E lendo uma pequena passagem, lembrei de uma coisa que poucas pessoas entendem. Sabe aquela coisa que você não abandona nunca? Aquela que é sua verdade? Aquilo que você não vive sem?
Meu amor é por lutas, anime e games. Anime e games, as pessoas até entendem.
Mas quando eu volto todo estourado, com a perna roxa, mancando e um sorriso de orelha a orelha, ninguém entende.
Quando digo que vou lutar e provavelmente ficar com um braço roxo de pancada, voltar mancando e dizendo como se fosse uma criança que ganhou um doce, realmente todos parecem me olhar como se eu fosse um louco masoquista.
Todos acham que eu gosto de apanhar e ficam se oferecendo para me bater. E quando olho para eles com a cara de quem diz mentalmente " idiota" acham que estão prestando um serviço para mim.
Eles não entendem que o que gosto, é a troca de golpes, o esforço e empenho em se superar, em superar o oponente.
Na verdade, acho que apenas guerreiros podem entender. Mas tentando fazer a parte mais simples, é como jogar futebol, mesmo machucado.
Quando você tenta pegar a bola que seria quase impossível, mesmo que sua resistência esteja no fim, ou seu alongamento não dê. Então você se vê com uma lesão leve.
Na verdade, meu pai fez isso a uns tempos atrás. Ele começou a jogar e era quem ganha fica. Jogou quase 1:30 sem parar. Ele tem quase 70 anos. E jogou a toda. Duvido que atualmente eu acompanhe seu ritmo. Ele ultrapassou os limites do corpo.
Resultado: ficou com dores no joelho e costas por quase 2 semanas.
Mas valeu a pena, ele dizia.
Infelizmente quase nenhum amigo entende que é o mesmo sentimento quando eu luto e volto com o corpo roxo, mancando e um sorriso de orelha a orelha. ^_^x
domingo, 18 de julho de 2010
Medo da Morte

Não há ser vivo que não tema a morte. Na verdade em literaturas em que a intelegicência artificial existe, até mesmo ela tem medo do fim.
Mas existe um povo que tem pouco medo da morte: os japoneses. Na verdade a morte chega a ser procurada com frequência alarmante pela população, não apenas para dar fim a sua vida, mas também para expiar sua vergonha e frustrações.
Vivi no Japão por 5 anos e apesar de não dominar o idioma, existem algumas revistas para a comunidade brasileira e também sites com informações em português com notícias do Japão.
Notícias de suicídio eram relativamente comuns. A cada 2 meses, eu lia alguma linha sobre isso. Mas como acredito que essas só chegavam aos brasileiros se fossem expressivas ou não tivessem notícias melhor, considero que o número de casos, seja maior.
Em parte, essa cultura a morte deve-se aos samurais e sua extrema devoção a lealdade. Quando um senhor (daimyo) morria o samurai honrado realizava o seppuku e acompanhava ao seu senhor ao outro mundo.
E por curiosidade, sabe qual é o símbolo que os samurais adotam? A flor de cerejeira, sakura.

Agora, sabe qual o motivo desse símbolo? Para nós ocidentais, onde os guerreiros são homens valorosos, de coragem e força, uma flor seria um péssimo símbolo para um guerreiro.
Mas para os samurais, esse flor mostra duas coisas: a efemeridade da vida e da beleza e em especial, ela morre no seu auge, no ápice da sua beleza.
Agora eu entendo o espirito de entregar e não se importar de morrer. Não é que eles não tem medo da morte, eles simplesmente não se importam se vão morrer, pois já aceitaram sua morte como se prepara a janta. O guerreiro está preparado para morrer.
Mas ele morre no auge, como a sakura, dando tudo de si para cumprir sua palavra, seus desígneos. Ele teme a morte, mas sabe que quando aceitou a missão, sua vida não mais lhe pertencia.
Sabia que viveu para aquele momento, morrendo ou não, ali seria seu auge. Ele viveu plenamente, de acordo com seus ideais, com sua convicção de vida.
Por isso eles não se importam com a morte, por que viveram de acordo com sua convicção.
sábado, 10 de julho de 2010
Ensinamentos do Guerreiro

"Ao segurar a espada longa, é indispensável manter o polegar e o
indicador flexíveis, o dedo médio nem tão apertado nem tão frouxo,
comprimindo a espada com o anular e o mínimo.
Não é bom que haja folga na palma da mão que segura o punho da
espada. Agarrar a espada longa com a intenção de cortar o inimigo.
No momento de golpear o adversário, deve-se conservar inalterada a posição da
palma da mão, a fim de que ela possa agir com inteira liberdade.
No caso de golpear a espada inimiga, interceptá-la, ou prendê-la com a sua, mude o
polegar e o indicador apenas o necessário para segurar a espada com a
determinação de cortar o adversário.
No caso de “corte para teste”', ou quando se aplica a arte da esgrima no
golpear, não deve haver alteração na palma da mão para cortar um homem.
No geral, tanto no que diz respeito à espada longa quanto às mãos, é
condenável a imobilidade. A imobilidade representa a mão da morte. A
mobilidade é a mão da vida. "
Miyamoto Musashi, livro dos 5 anéis, capítulo da água, o modo de segurar a espada longa, pag 33
A espada longa é alma do samurai e também sua principal arma.
Esse pequeno texto mostra como devemos nos portar ante nossa alma, nossos sonhos, nossos valores.
O mindinho e anular devem segurar com firmeza, pois vão dar a base forte que precisamos para golpear com firmeza. Para tanto devemos manter nossos valores fortes e manter nossa alma firme.
O polegar e o indicador devem ser flexíveis. Assim devemos agir com nossa vida, nos adaptando e mudando o rumo quando necessário, mas sempre se mantendo com o objetivo primário: cortar o oponente. No nosso caso, não é cortar alguém, mas sim chegar aonde queremos e com quem queremos.
O dedo médio deve ter pressão moderada e de maneira simples, mostra como devemos viver: de maneira moderada, mas sempre com a excitação da batalha, da luta.
Talvez seja por que eu me considere um guerreiro, mas sempre vejo as coisas como batalhas.
A vida é uma luta, a maior e mais difícil batalha que todos enfrentamos.
Podemos simplesmente deixar as coisas acontecerem, mas você perde a habilidade com sua espada, pois ela fica na bainha. E uma espada na bainha é inútil.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Vida longa ou intensa?

Eu sempre me imaginei com uma vida longa.
Mas nunca com uma vida senil.
Embora isso pareça um tanto estranho, não tenho o desejo de viver muito.
Há quem queira a imortalidade, mas acredito sinceramente que isso seja mais chato do parece. A menos que você tenha poderes de vampiro, lógico ^_^x.
Como atualmente moro no Japão, o país mais velho do mundo, vejo as consequências de viver demais.
Pode parecer coisa de adolescente displiscente, mas velhos são realmente pouco mais que meros fardos.
Mas não falo de você com 50, 60 anos.
Falo daqueles que são completamente dependentes.
Inclusive de máquinas para viver. No fundo, são pessoas que dependem de outra, normalmente seus filhos, para poder fazer as cosias mais simples.
E acabam por vampirizar e esvair grande parte da vida de seu filho.
Evidentemente, nós como filhos, devemos proteger e ajudar quem nos sustentou, amou e nos deu a mão por toda sua vida. Mas acho que existe um limite para sua vida.
Queria viver bastante, intensamente, sem exageros e deixando uma marca para o mundo.
Mas não quero ser um fardo, um obstáculo para ninguém.
Talvez isso seja uma "veia samurai" que carrego.
A filosofia deles de morrer no auge, tal como a flor de cerejeira, a sakura.
domingo, 18 de outubro de 2009
Planos e planejamentos
Infelizmente algumas velhas dificuldades voltaram. E outras surgiram. Mas como ouvi faz tempo, crise e oportunidade em chinês usa a mesma palavra.
Estou pensando no q fazer e em especial no que NÃO fazer.
Sim, isso pode parecer idiota, mas várias vezes fazemos coisas que nos arrempedemos de ter feito, mas principalemnte de não ter feito.
Para não me arrepender de algo (embora esse sentimento seja um tanto raro em mim), precisamos planejar o q queremos fazer, não somente a curto, mas a longo prazo também.
É mais fácil do que parece, mas manter isso não é tão simples, mas precisa unicamente de disciplina.
Atualmente estou lendo muito sobre orçamento doméstico e quero realmente fazer algo q valha todo o esforço. Quero ter um capital razoável daqui a uns anos.
Agora vou planejar melhor, para poder fazer o q não fiz no Japão.
E caso eu volte para lá, vou ter certeza q estou fazendo a coisa certa.
mais uma vez, esse post é mais um desabafo q algo interessante, mas como esse era o objetivo desde o começo ^_^x
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Meus pensamentos: As faces da morte
(podemos topar com a morte em qualquer esquina por aí ^_^x)Tema que fascina e encanta, por diversas épocas, pensadores e artistas.
Em certos épocas, exaltada. Exaltada também por civilizações ao longo história geral, como no Egito, onde os corpos eram embalsamados e suas riquezas guardadas para o suposto dia que voltariam do reino de Anubis para este.
E nas religiões modernas, há também o tema morte. E a antiga religião faraônica é revisitada, com algumas diferenças: você pode voltar, mas sem o corpo físico como acreditavam os egípcios, e até mesmo falar ou mandar mensagens para as pessoas que estão por aqui. Infelizmente a internet não chegou por lá e não podemos mandar e-mails ou postar mensagens no blog.
Mas hoje está tão comum a visita da morte, que lembra-me a idade das trevas, quando quase 1/3 da população morreu com a peste. (talvés nossa peste, a brasileira de hoje, eja a impunidade)
Claro que não é uma verdade para todo mundo. Como já é velha essa estória para nós, brasileiros, os abastados quase nunca são atingidos (e quando são vira tragédia pública) vivendo em suas coberturas, num condomínio fechado, supostamente isolados e a salvo da marginalidade que é a realidade da maioria. (nota irônica: os "bons cidadãos" colocam grades em sua própria casa enquanto os criminosos circulam pela rua. Mas não deveria ser o contrário?)
A morte na periferia chega a fazer parte do cotidiano das pessoas. As chacinas são quase comuns. No ano em que escrevi esse texto, começamos o ano com uma.
Muitas mortes, muitas pessoas choraram sem serem ouvidas. Os nomes das pessoas não constam em nenhum meio de comunicação (talvez um blog de algum parente, SE ele tiver acesso a interenet).
E já foram esquecidos . Pelo povo, pelas autoridades responsáveis, pelos nossos dirigentes. Só não foram esquecios pelos familiares que ainda choram. Mas, afinal, é só a periferia, não é?
Então acontece um atentado num Shopping centere morre UMA pessoa. Aparece o nome dele, a família toda dá depoimento, mostram a marca da roupa íntima, da moto, do perfume e até o cachorrinho com carinha triste aparece para falar. Desculpem, para latir.
E no subúrbio? Ninguém falou, apareceu ou latiu. Mas basta morrer UM "fidalgo" que há um enorme rebuliço na imprensa.
E os valores? Onde estão? Provavelmente ficaram como esmola para aquele pedinte na praça da Sé.


Existem muitas representações da morte.
Algumas das atuais sofreram algumas mudanças visuais interessantes, como nossa bela Morte ao lado.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Meus pensamentos: Medo

Medo. Todos tem de uma forma mais forte ou mais fraca, mas o q realmente faz a diferença entre os "fortes" e os fracos, é como cada um age diante do medo.
O medo, como suponho, é uma característica evolutiva importante para a raça humana (e também para o reino animal), uma vez q qndo encontramos algo no mínimo intimidador, nós recuamos. Essa é uma das maneiras do Medo agir.
Mas não a única. Também fugimos (antes q alguém diga q é a mesma coisa, existe uma enorme diferença, detalhes de quem joga RPG ^_^x).
E por característica evolutiva, também podemos supor essa abstração do medo do "futuro". Usualmente somos extremamente pessimistas com relação ao futuro. Nada contra, eu particularmente prefiro ser pessimista do q otimista; mas isso eu argumentos em outro post ^_^x; mas antes disso, eu prefiro ser realista.
Podemos supor vários cenários qndo planejamos algo, seja um empreendimento, uma compra ou mesmo uma cantada numa garota. O fraco, normalmente pensa em 2 extremos: ou q vai conseguir absolutamente, ou q não conseguirá.
Com base nessa abordagem, vou exemplificar: supondo um fraco q inicia um pequeno negócio, com investimentos simples, onde a perda seja mínima para ele caso fracasse, ele normalmente, vai considerar q o seu negócio será excelente.
Então, o planejamento não prevê o meio termo, muito menos a possibilidade de dar errado.
Resultado: um pequeno prejuízo de dinheiro e um enorme de tempo. Tudo pelo medo de cogitar um cenário não favorável.
Agora o oposto: imaginem um garoto, nem muito feio, q numa festa tenta se aproximar de uma garota. Evidentemente, TODOS os homens gostariam de sair com A garota. Agora ele olha para essa garota e simplesmente trava. Seu fracasso é evidente. Ao menos, para ele.
A certeza desse garoto, é q será debochado, q A garota, é areia demais para o seu caminhãozinho. Embora seja o cenário provável, não é necessariamente o q acontece.
Como disse antes, Medo é uma característica evolutiva, portanto é útil para nós, embora numa primeira olhada pareça o inverso.
O medo numa pessoa age de maneiras distintas. Alguns simplesmente travam. Por outro lado, o medo faz agir com prudência também, planejando o q vc precisa fazer. Esse é um bom medo.
Agindo dessa maneira, numa guerra por exemplo, vc planejaria o melhor modo de conseguir algum objetivo, com a menor baixa possível, usando os recursos racionalmente.
O medo não é de forma algum ruim. Mas ser completamente tomado por ele é desastroso.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Meus pensamentos: o pior inimigo

Ontem eu tive um pensamento sobre o pior inimigo q a gente pode ter:
alguém q sempre sabota nossos planos, nossos desejos, nos fazendo mudar os planos, mesmo qndo é um compromisso nosso com nós mesmos.
Essa pessoa vem e nos tira dos eixos, fazendo gastar o tempo com coisas q não farão nada de mais fazendo-as, mas gastamos um tempo q poderíamos empregar em um curso, uma leitura ou mesmo numa boa conversa com alguém especial ou q faz tempo q não fala.
E esse grande inimigo, é vc mesmo. Sim, nós somos nossos piores inimigos.
É meio cliche, mas é fácil notar o qnto a gente se sabota.
Eu comecei a fazer exercícios e dieta para ficar "saradão". Ok, todo mundo acha isso legal, bom para a saúde e tudo o mais.
Mas por que não fazemos? Bem, muitos dirão q não tem tempo. Bem, com esse plano q eu sigo, vc gasta algo em torno de 3 horas SEMANAIS com exercícios em CASA.
Não precisa sair, pode fazer ouvindo música e não enconsta em suor dos outros. Não conheço academias no Brasil, pois atualmente moro no Japão e nas poucas vezes q fui na academia (da prefeitura) vc tem uma toalha para limpar o SEU suor do equipamento. EM TODOS os equipamentos. Vc usa e limpa. Aqui funciona, no Brasil não sei.
Mas voltando ao raciocínio, 3 horas semanais. Não é muito e muitos eu sei q gastam muito mais tempo com academia. Meu plano é simples e tranquilo, mas os resultados são praticamente os mesmos q uma academia.
Tudo depende de uma única coisa: MINHA VONTADE. Faço se quero, porque quero. Ninguém vem me cobrar por não fazer, além de mim.
E ontem eu decidi ficar na cama. Me sabotei.
Realmente, o pior inimigo meu, sou eu mesmo.